Sexologia


A consulta de sexologia consiste numa conversa com o cliente, sentados frente a frente onde se estabelece uma relação terapêutica. E essa relação terapêutica é um dos aspectos mais importantes de todo o processo. Na primeira entrevista clínica, como chamamos a esta conversa, começamos a avaliação.
A sexualidade é multifactorial e por isso é preciso avaliar as suas várias dimensões para compreendermos bem a pessoa que está à nossa frente, não é só a análise do problema e dos sintomas. Para além das dificuldades actuais que a pessoa traz, é preciso explorar os aspectos psicológicos envolvidos, como as emoções, o estado de humor, as cognições, as crenças e os pensamentos que a pessoa produz sobre o que lhe acontece. É fundamental também avaliar os aspectos socio-culturais, para perceber como foi a socialização sexual. O contexto social e cultural da educação e do desenvolvimento psicossexual tem uma enorme influência nas vivências da sexualidade na idade adulta.
Os problemas mais comuns na população masculina são a ejaculação prematura e a disfunção eréctil. A primeira é mais frequente e surge em homens mais jovens, habitualmente relacionada com factores psicológicos e contextuais, como por exemplo a falta de privacidade ou outros aspectos que precipitam uma relação sexual rápida. O medo e a ansiedade são grandes inimigos da performance sexual, que é uma preocupação maior para os homens do que para as mulheres. A disfunção eréctil surge em homens de todas as idades e pode ter diversos factores na sua etiologia, desde os factores biológicos como algumas doenças e respectivos tratamentos, por exemplo alguns fármacos antihipertensores, antidepressivos, fármacos para a diabetes, só para citar alguns exemplos, até às variáveis psicológicas, que incluem as emoções, a ansiedade, e medos de vária ordem, por exemplo, o medo de falhar ou de não ter uma boa performance. Estas últimas sob influência dos ditos factores socio-culturais, que dizem respeito às crenças interiorizadas ao longo do processo de socialização. Coisas do tipo “Eu não posso falhar… Nunca se pode perder a ereção… A masculinidade depende de um bom desempenho sexual…” e por aí fora.
Nas mulheres as queixas mais frequentes são a diminuição ou perda do interesse sexual. É sobretudo o grupo de mulheres em relações de longa duração, as que mais se queixam da diminuição do desejo sexual, e frequentemente se sentem diminuídas, incompetentes e anormais, quando muitas vezes o único mal de que sofrem é de cansaço e acumulação de funções e tarefas. Numa sociedade onde há uma pressão para “se ser sexual e com bom desempenho”, é muitas vezes difícil (re)conciliar a esfera profissional com a doméstica, a familiar e a erótica. Para além dos problemas com o desejo sexual, existem as dificuldades com a excitação, o orgasmo e a dor sexual.
Todos podemos ter dificuldades sexuais em algum período da nossa vida, algumas poderão ser disfunções e outras não. Mas aqueles que têm a coragem de ir às consultas são uma minoria. São aqueles que reclamam a sua sexualidade como sua e querem vivê-la o melhor possível. Não o fazer, significa uma certa resignação ou abdicação. Há soluções de vários tipos para os problemas da sexualidade, e quanto mais cedo se procurar essa ajuda, mais fácil poderá ser o tratamento. Neste caso o tempo não é amigo, muito pelo contrário.

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